RESSURGIR, O FIM DE UM ATO, MAS NÃO DA EXISTÊNCIA!

 


“(...) a morte é a ressurreição, e a vida é a prova escolhida durante a qual vossas virtudes cultivadas devem crescer e se desenvolver como o cedro.”

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec

 

A vida é como um jogo de RPG (Role Playing Game), ou seja, um jogo de interpretação de personagens. Esta não é a realidade primeira, mas apenas um cenário entre tantos outros, que variam infinitamente em seus níveis de aprendizagem. Tomamos um personagem, com um enredo específico (cultura, clima, raça, gênero, inteligência, atributos físicos, linhagem, etc). Temos um roteiro a cumprir, uma aventura que se revela a cada escolha. Assim como no RPG, partilhamos o jogo com outros personagens — que são parte essencial da evolução da trama — e há um mestre do jogo que nos apresenta os desafios e cria as regras.

Instruções para que atuemos com sucesso foram-nos transmitidas por almas iluminadas ao longo da história. Em alguns casos, transformaram-se em filosofia; em outros, foram aprisionadas na religião.

A grande sacada do jogo é perceber que se está nele: descobrir quem se é e o que se deve fazer, entender que os desafios são constantes, do início ao fim.

Mesmo ao reconhecer que existe uma realidade além da que conhecemos, pode ser desafiador mudar a forma de agir. O condicionamento exerce forte influência, e precisa ser superado.

A realidade primeira é a da ressurreição, onde literalmente ressurgimos com o fim do ato terreno, marcado pela morte do corpo físico.


POR ALÊ ESNARRIAGA

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