COM PRECONCEITOS OU SEM PRECONCEITOS?


Um grupo de intelectuais liderados por um importante erudito decidiu visitar um centro de filosofia oriental. Estavam curiosos para saber do que se tratava. Pelo visto, lá vivia um ancião sábio que ministrava cursos de meditação. E a cada ano atraía mais buscadores com vontade de se iniciar no desenvolvimento espiritual.

Assim que chegaram, o grupo entrou no saguão, onde foram amavelmente recebidos por um guia. ‘Observem que há duas portas pelas quais vocês podem entrar em nosso centro’, disse, apontando para cada uma delas. ‘Na primeira há uma placa que diz «Com preconceitos» e na segunda, outra que diz «Sem preconceitos». Por favor, entrem na que mais os represente’, concluiu.

O grupo fez uma longa pausa, durante a qual se olharam sem saber muito bem o que fazer. De repente, o erudito decidiu dar um passo à frente, dirigindo-se com decisão para a porta onde estava escrito ‘Sem preconceitos’. Imediatamente depois, o resto se colocou atrás dele para entrar pela mesma entrada.

No entanto, ao tentar girar a maçaneta daquela porta, percebeu que não existia tal entrada. A porta que dizia ‘Sem preconceitos’ era uma ilusão de ótica. Na verdade, era uma parede sobre a qual haviam pintado uma porta. Irritado e envergonhado, o erudito foi até a porta onde estava escrito ‘Com preconceitos’, que era a única pela qual se podia entrar naquele centro de filosofia oriental.

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Conto extraido do livro: Las casualidades no existen. Espiritualidad para escépticos de Borja Vilaseca

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