AO AMIGO QUE EM NADA CRÊ ALÉM DA MATÉRIA

 



Ao amigo que em nada crê além da matéria,


Neste burburinho em que vivemos, distraídos e a “correr contra o tempo”, ignoramos muita coisa. Raramente elaboramos perguntas que nos dão sentido à vida - quem somos, o que estamos por aqui a fazer, de onde viemos e para onde vamos. Raramente observamos a harmonia da vida através dos planetas a se movimentarem universo afora como um relógio, da natureza a se transformar impecavelmente estação após estação ou do nosso corpo, uma legítima máquina, tão perfeito quanto complexo, permitindo-nos expressar neste mundo.


A vida é pujante em tudo, lógica e harmoniosa, duma perfeição que a nossa pequenez muitas vezes não nos permite enxergar. Sendo a vida tudo isso e muito mais, qual seria o sentido dela iniciar no berço e terminar no túmulo? Porque viver, fosse o período que fosse, para desaparecer depois? Que sentido teriam todos esses “acasos” muito bem sincronizados? Não fará mais sentido crer na imortalidade da alma, esta criada como tudo que existe por uma Inteligência Suprema?


Eu sei que você diz não ser possível prová-la, apesar de atualmente haver mais evidência científica da sua existência do que o contrário. E corrija-me se estiver enganado, mas quase ninguém emprega métodos científicos para provar que a vida é apenas esta, limitada à matéria.


Por fim, consideremos as duas hipóteses, que a vida acaba no caixão ou que se estende além dele. De uma forma bem simples, desconsiderando qualquer fato, podemos dizer que a chance de as duas hipóteses serem verdadeiras é de 50% para cada lado. Desta forma, quando o inevitável dia da morte chegar, haverá de ocorrer duas situações, na qual eu levo alguma vantagem sobre você. Se eu estiver certo, estarei lá a dizer, “eu avisei a vida continua”, já você, se tiver razão, nada terá a dizer.


Forte abraço,


Alê

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